Chama-se Tiago. Mas inevitavelmente não consegui ficar por aqui. Gosto de metáforas, de viajar nas palavras, encontrar personagens e contar histórias. Com um filho ao meu lado essa fonte de inspiração está ali sempre fresca. Todos os momentos são novos. Em cada situação, um traço da sua personalidade é delineado, e uma metáfora é anunciada, uma forma de prolongar o sentimento de ternura que sinto por ele. A metáfora mais antiga que descreve o meu cachopo é "Principezinho", o primeiro olhar ingénuo sobre as coisas. Em recém-nascido, chamava-o muito de "Docinho de Côco". Eu que sou uma gulosa inata, ficava saciada só de olhar para ele. Também, ainda em bebé, talvez pela sonoridade, apelidava-o de "Pinguim", ele sorria com esta palavra e esse sorriso valia tudo. "Lagartinha da Couve" era outra forma de o descrever. Era isso que ele parecia, quando ainda não andava e eu passeava tardes inteiras de Inverno com ele no carrinho, todo embrulhado numa manta, apenas se viam os olhos. De manhã, ao acordar, costumo chamá-lo de "Meu bichinho", o abraço dele enrolado no meu pescoço, ainda a dormitar despertam em mim o sentimento da mãe e da sua cria, em que eu sinto o seu cheiro e ele reconhece o meu, aquele lado animal da leoa e do seu leãozinho. Quando está doente é o "Meu passarinho", que só quer estar no aconchego debaixo da minha asa. Agora com três anos, no meio de tanta traquinice, os nomes mais frequentes são o "Troca-tintas" e o "Arroz malandro". Certamente irão chegar novas metáforas com as descobertas próprias da idade. Vou-vos mantendo a par.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
OBRIGADA MÃE...
Obrigada mãe pelo aconchego do teu coração quando adormecia ao teu colo
Obrigada mãe pelas vezes que te levantaste a meio da noite para me mudares os lençóis, porque eu tinha feito xixi na cama
Obrigada mãe por me forrares sempre os livros da escola. Lembras-te? Era assim que começavam todos os anos lectivos.
Obrigada mãe por teres criado as minhas rotinas, de uma forma tão harmoniosa, quando eu era criança
Obrigada mãe por teres sempre uma palavra a dizer sobre mezinhas e dicas culinárias. Mesmo que não domines o assunto fazes uma pausa e dizes: "... Olha, fazes assim..."
Obrigada mãe por me teres ensinado que uma mãe nunca se atrapalha
Obrigada mãe por seres uma avó incansável para o meu cachopo reguila
Obrigada mãe por seres a "bombeira de serviço", pronta para qualquer emergência
Obrigada mãe pela versatilidade do nosso cordão umbilical: tem a distância necessária para me deixar crescer e o tamanho perfeito para me puxares para o teu ventre quando eu preciso...
Obrigada mãe por estares sempre aqui
Obrigada mãe...
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A Taça dos Desejos
Gosto muito do ritual das passas no fim do ano. É um ritual que apela à renovação de energia, à esperança de novos desafios, à proactividade.
Confesso que até fico com um certo nervoso miudinho quando chega a meia-noite e começo a pensar se vou conseguir acreditar verdadeiramente nos desejos, se estou concentrada, se estou a comer ao ritmo das 12 badaladas, se estou a repetir algum desejo e, no fim, com tantas dúvidas, acabo por colocar as últimas todas na boca e "há-de ser o que Deus quiser", emoções, desejos preocupações tudo à mistura!
Mas este ano fiz e estou a fazer de maneira diferente. À meia-noite de 31 de Dezembro para 1 Janeiro de 2014, concentrei-me numa só emoção, num desejo que englobasse todos e senti aquilo em que estava a pensar. Depois, no dia seguinte, coloquei uma pequena taça de passas junto à minha secretária de trabalho, a chamada "TAÇA DOS DESEJOS". Tantas vezes, quando estamos a trabalhar, somos assaltados por sonhos. Nesse instante o desejo de realizar algo é tão autêntico, tão verdadeiro porque surgiu naturalmente, trazendo consigo uma energia intensa. Nesse momento, saboreio uma passa. Atenção, não "como", mas sim "saboreio". O desejo ganha uma forma especial e passo a acreditar nele. Depois regresso ao trabalho mais confiante até, porque por breves momentos estive em sintonia com os meus sonhos, fiquei com as emoções à flor da pele sem estar pressionada pelas 12 badaladas!
sexta-feira, 21 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Obrigada pai...
Obrigada pai por me contares a história da vaca e da formiguinha
Obrigada pai por me ensinares a apreciar o crescimento de um pessegueiro que havia a caminho do infantário
Obrigada pai por teres feito uma "pequena vivenda" em esferovite para o meu gato
Obrigada pai por me veres crescer
Obrigada pai pelas conversas que temos
Obrigada pai por acreditares em mim
Obrigada pai por seres um avô extraordinário para o meu principezinho
Obrigada pai por estares sempre aqui
Obrigada pai...
Obrigada pai por me ensinares a apreciar o crescimento de um pessegueiro que havia a caminho do infantário
Obrigada pai por teres feito uma "pequena vivenda" em esferovite para o meu gato
Obrigada pai por me veres crescer
Obrigada pai pelas conversas que temos
Obrigada pai por acreditares em mim
Obrigada pai por seres um avô extraordinário para o meu principezinho
Obrigada pai pela teu abraço sincero
Obrigada pai pela tua verdade
Obrigada pai por estares sempre aqui
Obrigada pai...
quinta-feira, 13 de março de 2014
Desafio: À Flor da Pele
Na passada terça-feira escrevi um texto sobre"Despertadores". Sobre a importância de darmos atenção ao que realmente é importante na vida, aquilo que nos faz sentir de verdade. E por vezes, para isso precisamos de um despertador que desligue o nosso piloto automático e que nos chame ao coração, que nos ajude a relativizar as coisas e que deixe as nossas emoções à flor da pele!...
Por isso hoje, lanço-vos um desafio:
Aguardo a tua participação!...
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