domingo, 4 de maio de 2014
OBRIGADA MÃE...
Obrigada mãe pelo aconchego do teu coração quando adormecia ao teu colo
Obrigada mãe pelas vezes que te levantaste a meio da noite para me mudares os lençóis, porque eu tinha feito xixi na cama
Obrigada mãe por me forrares sempre os livros da escola. Lembras-te? Era assim que começavam todos os anos lectivos.
Obrigada mãe por teres criado as minhas rotinas, de uma forma tão harmoniosa, quando eu era criança
Obrigada mãe por teres sempre uma palavra a dizer sobre mezinhas e dicas culinárias. Mesmo que não domines o assunto fazes uma pausa e dizes: "... Olha, fazes assim..."
Obrigada mãe por me teres ensinado que uma mãe nunca se atrapalha
Obrigada mãe por seres uma avó incansável para o meu cachopo reguila
Obrigada mãe por seres a "bombeira de serviço", pronta para qualquer emergência
Obrigada mãe pela versatilidade do nosso cordão umbilical: tem a distância necessária para me deixar crescer e o tamanho perfeito para me puxares para o teu ventre quando eu preciso...
Obrigada mãe por estares sempre aqui
Obrigada mãe...
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A Taça dos Desejos
Gosto muito do ritual das passas no fim do ano. É um ritual que apela à renovação de energia, à esperança de novos desafios, à proactividade.
Confesso que até fico com um certo nervoso miudinho quando chega a meia-noite e começo a pensar se vou conseguir acreditar verdadeiramente nos desejos, se estou concentrada, se estou a comer ao ritmo das 12 badaladas, se estou a repetir algum desejo e, no fim, com tantas dúvidas, acabo por colocar as últimas todas na boca e "há-de ser o que Deus quiser", emoções, desejos preocupações tudo à mistura!
Mas este ano fiz e estou a fazer de maneira diferente. À meia-noite de 31 de Dezembro para 1 Janeiro de 2014, concentrei-me numa só emoção, num desejo que englobasse todos e senti aquilo em que estava a pensar. Depois, no dia seguinte, coloquei uma pequena taça de passas junto à minha secretária de trabalho, a chamada "TAÇA DOS DESEJOS". Tantas vezes, quando estamos a trabalhar, somos assaltados por sonhos. Nesse instante o desejo de realizar algo é tão autêntico, tão verdadeiro porque surgiu naturalmente, trazendo consigo uma energia intensa. Nesse momento, saboreio uma passa. Atenção, não "como", mas sim "saboreio". O desejo ganha uma forma especial e passo a acreditar nele. Depois regresso ao trabalho mais confiante até, porque por breves momentos estive em sintonia com os meus sonhos, fiquei com as emoções à flor da pele sem estar pressionada pelas 12 badaladas!
sexta-feira, 21 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Obrigada pai...
Obrigada pai por me contares a história da vaca e da formiguinha
Obrigada pai por me ensinares a apreciar o crescimento de um pessegueiro que havia a caminho do infantário
Obrigada pai por teres feito uma "pequena vivenda" em esferovite para o meu gato
Obrigada pai por me veres crescer
Obrigada pai pelas conversas que temos
Obrigada pai por acreditares em mim
Obrigada pai por seres um avô extraordinário para o meu principezinho
Obrigada pai por estares sempre aqui
Obrigada pai...
Obrigada pai por me ensinares a apreciar o crescimento de um pessegueiro que havia a caminho do infantário
Obrigada pai por teres feito uma "pequena vivenda" em esferovite para o meu gato
Obrigada pai por me veres crescer
Obrigada pai pelas conversas que temos
Obrigada pai por acreditares em mim
Obrigada pai por seres um avô extraordinário para o meu principezinho
Obrigada pai pela teu abraço sincero
Obrigada pai pela tua verdade
Obrigada pai por estares sempre aqui
Obrigada pai...
quinta-feira, 13 de março de 2014
Desafio: À Flor da Pele
Na passada terça-feira escrevi um texto sobre"Despertadores". Sobre a importância de darmos atenção ao que realmente é importante na vida, aquilo que nos faz sentir de verdade. E por vezes, para isso precisamos de um despertador que desligue o nosso piloto automático e que nos chame ao coração, que nos ajude a relativizar as coisas e que deixe as nossas emoções à flor da pele!...
Por isso hoje, lanço-vos um desafio:
Aguardo a tua participação!...
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terça-feira, 11 de março de 2014
Despertadores
Quando o despertador toca de manhã, tenho aquela sensação de estar a ser chamada à realidade, à responsabilidade, à azáfama do quotidiano. A minha cabeça é assaltada pela agenda, daquilo que está previsto para aquele dia. Trabalhos para entregar, mails por responder outros para enviar, pagamentos para fazer, refeições para organizar, decisões para tomar e quando dou por mim, são seis da tarde e tenho que ir buscar o cachopo à escola.
Toco à campainha da Creche. Volto a associar aquele som a um despertador, mas agora é um despertador diferente, que anuncia momentos com um sabor especial: "Mãããããeee!!!" Diz o meu principezinho. A partir daquele instante o importante é ver o prazer que ele tem em me mostrar as pinturas que fez na escola, o que é importante é pisar as últimas folhas do Inverno e apreciar as pequenas florzinhas que vão aparecendo, o importante é saltar na calçada, é criar metas imaginárias e fazer corridas, é ver um avião passar no céu e inventar uma história da sua viagem, é chegar a casa e fazer um puzzle do Faísca, é ver se o Mickey consegue salvar o Pluto, é fazer ondas na banheira, é vê-lo deliciado a saborear o jantar, é brincar às escondidas, é fazer cócegas e rir, rir muito. No momento em que o deito e olho para os seus olhinhos risonhos consigo relativizar aquilo que correu menos bem no meu dia com aquela lufada fresca que o meu cachopo me trouxe.
Acho que cada vez mais precisamos de despertadores durante o dia e não estou a falar daqueles que nos acordam para as obrigações, claro que esses também são precisos. Estou sobretudo a falar daqueles que nos despertam para apreciarmos a vida e a dar valor ao que realmente é importante.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Em Missão Impossível
Não tenho uma boa relação com a chuva. Sei que ela é necessária, não discuto isso, mas para mim, podia chover a noite toda para que durante o dia fizesse sempre sol. Nesta sequência, eu e o guarda-chuva também não nos damos nada bem. Não gosto de andar com ele atrás, evito-o ao máximo. O que, diga-se de passagem, não tem sido fácil neste inverno.
O episódio que vos quero contar hoje aconteceu há umas semanas, a fatídica sexta-feira que choveu granizo em Lisboa. Estava em casa com o cachopo a prepará-lo para o levar à escola, quando nisto parecia que tinham atirado com um balde de trezentos berlindes à nossa janela. "Qué isto, mãe?", "Anda ver, é uma chuva especial." disse eu. Vesti-o com todo o tempo do mundo, pois era impossível saírmos assim de casa.
Parou de chover e fomos rapidamente para o carro, sem guarda-chuva. Acreditei que a aberta durasse pelo menos cinco minutos, o tempo suficiente de chegarmos à escola. Sim, sou uma pessoa crente, é verdade.
Passado um minuto, chovia outra vez torrencialmente com muito granizo. O meu principezinho tentava absorver toda aquela experiência pela janela do carro: ora assustado, ora deslumbrado. Nunca tinha visto nada assim. Chegámos à escola. Era absolutamente impossível sair do carro.
"E agola, mãe? E agola mãe?". "Calma, temos que esperar que a chuva passe." Sim, porque se bem se lembram, não levei guarda-chuva. "Mãe, qué isto? Olha mãe! E agola? E agola?" Eu a tentar arranjar uma solução para conseguirmos sair do carro e o miúdo a colocar questões a cada instante.
Lembrei-me então, de ir vasculhar o porta-bagagens do carro, na esperança de encontrar um guarda-chuva esquecido. Mas teria que procurá-lo pelo lado de dentro do carro. Saltei para o banco de trás. "O que tás a fazê-le, mãe?", "Calma, já vais ver.", respondi. Eu já estava a atingir um certo grau de irritação. Com alguma dificuldade, lá consegui puxar os bancos para chegar à bagagem do carro. Vasculhei, vasculhei e encontrei nada mais, nada menos que um guarda-sol de praia. Puxei-o para mim e o principezinho ao vê-lo, lá do alto da sua inocente verdade, exclama: "Boa, mãe! Chuva gande, chapéu gigante." Senti que olhava para mim fascinado, como se estivesse perante a sua heroína. Sorri-lhe: "Estás a ver? A mãe nunca se atrapalha". Estava decidido: ía levá-lo à escola com aquele chapéu enorme. Destranquei a porta do carro, abri o guarda-sol e saltaram umas quatro ou cinco varetas. Com grande pena minha, tivemos que abortar a missão. Fiquei sentada ao lado do meu filho e esperei que a chuva parasse. Dois minutos e finalmente mais uma aberta.
Foram dez intermináveis minutos barricados no carro, o que vale é que estivemos sempre entretidos! E de que maneira!
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