terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Entre Mim e Eu"



Letra inspiradora. Nunca estamos sós, temo-nos sempre a nós. Às vezes esquecemos-nos disso. Há alguém que habita o nosso corpo, esse alguém és tu, sou eu, é ele, sempre disponível para conversar...


Desembarco só
Neste porto só
Sou eu quem me espera




Inspirem-se!



Porque é que naquela rocha
Perdida no meio do mar
Arrasada pelo vento
Despida pelo luar
Porque é que foi no segredo
De não ter com quem falar
Que me despedi do medo
Que tinha de me encontrar
Desembarco só
Neste porto só
Sou eu quem me espera
Entre mim e eu
Um de nós me deu
O espelho que eu quero
Não foi por ser inocente
Que ali me fui encontrar
A mim que já não me via
Nem me podia tocar
Foi porque um de nós sabia
O que o outro lhe contou
Sabia que não fugia
Nenhum de nós lá ficou
Desembarco só
Neste porto só
Sou eu quem me espera
Entre mim e eu
Um de nós me deu
O espelho que eu quero
Desembarco só
Neste porto só
Sou eu quem me espera
Entre mim e eu
Um de nós me deu
O espelho que eu quero
Gostava que tu soubesses
Que tenho a rota traçada
Sei lá ir quando quiseres
Se houver conversa adiada
Desembarco só
Neste porto só
Sou eu quem me espera
Entre mim e eu
Um de nós me deu
O espelho que eu quero
(x3)
(Desembarco só)
(Entre mim e eu)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

E a frase do dia é...


Às vezes precisamos de fazer esta pergunta para ultrapassar um bloqueio. 
Pode ser simples: uma breve conversa connosco pode fazer a diferença.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Água, água e mais água!...


A água é para mim um elemento absolutamente fascinante. Na água, as emoções baralham-se, as coisas deixam de estar guardadas em gavetas , e há um vai-e-vem de sentimentos. Sinto-me sempre bem dentro de água, seja no banho, no mar, na piscina. É um elemento maleável, não é recto, adapta-se, contorna, assim também eu me sinto, procuro não bloquear, mas resolver. A água sempre me foi familiar, não sei porquê, é uma sensação que me acompanhou toda a vida, tenho sempre saudades de estar na água, de mergulhar dentro de mim, é um espaço onde me encontro com as minhas emoções, as minhas verdades, os meus medos, os meus desejos. Quando estou na água sou sempre invadida por um sentimento de retorno a casa. Sinto-me recuperar uma energia revitalizante, talvez porque o mar me segrede muitas histórias e me envolva com lindas inspirações. Sonho repetidamente com o mar, sempre com saudades das nossas conversas, ou talvez das minhas conversas comigo. O mar nem sempre é já ali mas com um pouco de imaginação também um bom banho nos pode encher de vitalidade.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Vamos Fazer o que Ainda Não Foi Feito"



Esta letra é absolutamente contagiante. Sempre que a oiço fico com uma vontade enorme de mudar o mundo, abraçar o universo, beijar a lua e contar histórias às estrelas:

"E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto para contar" 

Deixem-se envolver por esta melodia e escutem esta deliciosa letra.





Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

E a frase do dia é...




A cada momento gosto de sentir que sou fiel a mim,
às minhas crenças, à minha verdade.
Só assim faz sentido.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Infância, Bola de Sabão Intocável


Uma das coisas que mais gosto de ouvir, quando falam do meu filhote, é dizerem-me: "é uma criança tranquila." Ouvir aquilo traz-me paz de espírito, traz-me serenidade, traz-me um sorriso do tamanho do mundo. Apesar dos stresses e adversidades a que estou sujeita diariamente, consigo manter a sua bola de sabão intocável, e era assim que deviam ser todas as infâncias: intocáveis, perfeitas, com todo o tempo do mundo, em que podemos esgotar a nossa energia em brincadeiras, em gargalhadas que fazem doer a barriga, em correr como se não houvesse amanhã, só porque sim, só porque é maravilhoso correr atrás de um balão. A intensidade com que as crianças vivem o instante é contagiante. Depois chegamos à vida adulta e começamos a canalizar a nossa energia para diversas coisas, chegamos mesmo a antecipar o seu armazenamento  ao prevermos a necessidade de força para enfrentar determinadas situações. Olhando para mim, acho que sempre guardei um pouco da energia da minha infância, uma energia pura, genuína. E quando a junto com a do meu principezinho acontece magia. De repente sou da idade dele, tenho apenas dois anos e um mundo para descobrir com o cachopo. Fico arrepiada quando também consigo sentir esta tranquilidade da infância... é uma viagem absolutamente fascinante.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Lady Cuca por aqui!....


Um dia uma menina encontrou uma caixinha cheia de desejos 
e transformou-os em acessórios que lembram os Sonhos...
Lady Cuca


Hoje deixo-vos aqui o catálogo da última colecção da Lady Cuca. Desde do início que fui contagiada por este projecto. Quando olho as suas peças sinto que cada uma guarda uma história, uma memória, que me encanta, que me faz sorrir, que me faz pensar. Deliciem-se com estas imagens e deixem-se contagiar pela sua magia!...



















Conheçam mais sobre a Lady Cuca em http://www.ladycuca.blogspot.pt/ , onde poderão conhecer as peças de colecções anteriores que também podem encomendar. Não hesitem em contactá-la:  cuca.lady@gmail.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Voar: Liberdade ou Fuga?


Voar: liberdade ou fuga? Espairecer ou evitar? Sentir o momento ou fugir dele? Na verdade, acho que pode ser tudo isto. Podemos querer voar para sentir o ar na cara, ou querer voar porque nos queremos ausentar. Talvez não seja mau termos esta vontade de nos ausentarmos, talvez nesse voo consigamos o distanciamento certo para observar as nossas histórias, talvez esse afastamento, mais tarde se traduza numa aproximação a nós, quando decidirmos regressar às nossas vidas. Temos somente que saber gerir o tempo do voo. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O importante levamos no coração


Muitas vezes, quando estou num sítio que me enche a alma, penso: "hummm... Devia tirar umas fotografias..." E se por acaso tiver levado a máquina, começo a disparar nervosamente para vários sítios para fixar o instante. Tento encontrar o ângulo certo para descrever a emoção do momento, mas fico sempre insatisfeita, nunca é bem aquela fotografia... e sem dar por isso, o momento foi-se. Depois penso: "Se este espaço foi mesmo especial, levo-o guardado em mim." E vou-me embora com um sorriso. Estes pensamentos repetem-se diversas vezes em várias situações da minha vida e tornaram-se mais frequentes depois do meu avô ter sido atropelado e perdido a memória. De que lhe valeram as fotografias que guardou na gaveta? Para ele, aquelas imagens passaram a ser apenas rostos de estranhos que o incomodavam por não os reconhecer. 
Lembro-me de, numa tarde, ter ido lanchar com ele à clínica, onde estava internado. Eram encontros terríveis, desprovidos de qualquer emoção, mas eu, a todo o custo, tentava que houvesse ali uma emoção, um fluxo de sentimentos.  Nesse dia, enquanto comia a sua sandes de fiambre, iniciei um jogo sem que ele se percebesse: "Se a Inês fosse uma fruta, o que seria?", Prontamente respondeu: "Uma tangerina.", "Porquê?", perguntei. "Porque é docinha." Os meus olhos brilharam. "E a avó Nini, se fosse uma fruta o que seria?", "Um pêssego.", Porquê?", "Porque tem a pele macia." Nesse dia regressei a casa com o coração cheio, o meu avô afinal guardava consigo emoções, o puzzle da sua memória estava baralhado mas a essência continuava lá. 
A última vez que a minha avó esteve com o meu avô foi no dia 20 de Dezembro de 2002, quando o foi visitar à clínica. As conversas que tinham eram banais, perguntas e respostas que os mantinham ocupados durante a visita. Naquele dia, quando já se ia embora, olhou para o meu avô e perguntou-lhe: "Sabes que dia é hoje?", sem hesitar, o meu avô respondeu: "É o dia do casamento." E era verdade, naquele dia faziam 55 anos de casado. A minha avó ficou com lágrimas nos olhos, a ligação por breves instantes tinha sido estabelecida. Três dias depois o avô Zé morreu. Mas fosse para onde ele fosse, ia levá-la consigo, o importante guardou no seu coração.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Rodízio de Anedotas



É assim que recordo as noitadas de anedotas que passava com os meus amigos. Era, na verdade, um rodízio porque estávamos ali deliciados a saborear a forma como cada um contava determinada piada. O prazer estava na maneira como a anedota era contada, nos gestos, nos sotaques, nas expressões utilizadas. Ficávamos horas a "petiscar daquele rodízio". O mais extraordinário, e que recordo com mais saudades, é que, na maioria das vezes, todos já sabíamos as anedotas , mas ouvi-las serem contadas pela pessoa certa era delicioso. Lembro-me tão bem de dizerem: "Essa não, essa não! Essa conto eu! Tu contas aquela porque fazes muito bem tal parte!" Às vezes, olhava para as pessoas à nossa volta, estavam intrigadas: "Porque é que na naquela mesa se ri tanto?" Não, não estavamos a fofocar, não, não estavamos a comentar os sapatos de ninguém, estavamos simplesmente a divertir-nos e a desfrutar da companhia espectacular uns dos outros!...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Distância de Segurança


Tal como já escrevi anteriormente, desde que sou mãe, tornou-se fácil interpretar a linguagem corporal dos outros pais. Outro dia, deparei-me com uma situação que é curiosa e se for observada fora do contexto pode até ser bastante divertida. É chamada a "Distânia de Segurança". Quando os nossos filhos já andam com uma certa naturalidade e sem cair, começamos a dar-lhes alguma liberdade para andarem e correrem à vontade. Porém, pai que é pai ou mãe que é mãe, tem estipulado na sua cabeça uma distância de segurança. Uma distância que no instante que é ultrapassada leva-nos, enquanto pais, a iniciar uma corrida desalmada para apanhar o cachopo, que corre como se não houvesse amanhã. Outro dia, fui com o meu filhote passear para a Expo. Estava a tarde ideal para jogar: "Cansá-los bem, para Dormirem ainda melhor!". Certamente, um jogo familiar para muitos de vocês. Enquanto jogávamos a esta maravilhosa brincadeira, apercebi-me que não eramos os únicos, vários pais estavam ali a jogar ao mesmo. Observando de fora, aquela zona da Expo parecia um local de treinos, de corridas que estavam a acontecer paralelamente, para uma modalidade desportiva. Vários meninos e meninas corriam, cada um com o seu pai, ou melhor dizendo, com o seu personal trainner que, verdade seja dita, fazem uns sprints absolutamente extraordinários, dignos de quaisquer olimpíadas! 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Avó Nini está aí para as curvas!



Não é para me gabar, mas até costumo ter o sentido apurado para perceber o duplo significado de expressões em geral. Porém, há dias, que parece que tenho o botão da perspicácia desligado e as coisas passam-me ao lado, ou melhor dizendo, interpreto as expressões no sentido literal. Passemos a um exemplo: a minha avó Nini já tem 84 aninhos e, de vez em quando, vai passar umas temporadas a casa dos meus pais ao Alentejo para mudar de ares. Numa dessas vezes, dei-lhe boleia na sua viagem de regresso a Lisboa. Aproveitámos o caminho para pôr a conversa em dia. Às duas por três, diz-me ela: "Nem sabes, num destes dias, plantei cá uma figueira!... Nem imaginas!...", "A sério, avó?",  "Sim, uma grande figueira!", "Ai avó, só tu para ires para o Alentejo plantar figueiras!...". Ri-me e avó Nini  riu-se também. Depois, ficámos caladas durante algum tempo. Eu continuei a pensar na plantação da figueira: "Mas que raio? Porque é que os meus pais haviam de deixar a minha avó plantar uma figueira? Ela já não vai para nova... Ok, eu sei que gostam de a manter entretida, ela própria gosta de se sentir útil, mas plantar uma figueira não é propriamente fazer crochet. Será que ela andava sem fome e a jardinagem foi a forma que arranjaram para lhe abrir o apetite?" Enfim, tinha que averiguar a situação. Chegámos a Lisboa. Deixei a  avó Nini na sua casa e depois segui para a minha. Já não conseguia aguentar mais, tinha que ligar à minha mãe. "Estou, olha, já estamos em Lisboa. A avó já está em casa. Mãe, tens que me explicar uma coisa: Que raio de actividades vocês andam a organizar para avó? Ela disse-me que andou a plantar figueiras.... Mãe, a avó tem 84 anos, não vos ocorreu uma coisa mais simples? É que...", "Sónia! Calma!" Interrompeu a minha mãe, aproveitando, para me ligar o botão da perspicácia: "Plantar Figueiras, quer dizer caír. A avó enquanto fazia a sua caminhada pelo pomar escorregou, mas não foi nada complicado." E depois começou-se a rir e com razão: "Ai Sónia... Só tu...", "Pois...", disse eu, sorrindo envergonhada. "Beijinhos". Desliguei o telemóvel e comecei a rir por dentro. Agora percebo porque é que avó Nini se riu quando disse que tinha plantado uma figueira, porque apesar da idade continua a ser uma senhora encantadora com um grande sentido de humor!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Brindar, Brindar, Brindar!


Outro dia, desafiei o meu filhote a fazermos "Tchim, tchim". Sem saber o que era, disse logo: "Sim, mãe!" Pelo nome pareceu-lhe ser um jogo divertido e seguimos os dois para a cozinha. Dei-lhe um copo para a mão com um bocadinho de água e preparei outro para eu beber. Com os olhos postos em mim e com as duas mãozinhas a segurar o copo, aguardava que eu ditasse as regras do jogo. Avancei com o meu copo, toquei no dele e disse: "Tchim, tchim!" E ele, com um sorriso de orelha a orelha, repetiu: "Tim, tim" e bebemos um pouco de água. A partir daí foi ele a comandar as tropas. Vários "Tins, tins" se seguiram.  Enquanto ele bebia, só lhe conseguia ver os olhinhos risonhos que antecipavam já o próximo brinde. Olhava para ele divertida e ele dizia-me: "Bébi, mãe!" Sim, porque eu já me tinha esquecido de beber, apetecia-me ficar, apenas, a beber do seu sorriso encantador. Há quem me diga: "Não se brinda com água! Coloca umas gotinhas de sumo, qualquer coisa!" Pois desculpem-me, mas  acho que devemos brindar com o que temos à mão e se é água que temos, é com água que brindamos! Não nos devemos privar de comemorar o momento, porque não temos a bebida adequada: "Ah, espera aí, que vou ali buscar uma garrafa! Epá, não encontro o abre-garrafas..." e às tantas o momento foi-se.  Um brinde verdadeiro é aquele que surge sem mais nem menos, é uma força do instante, e são esses "tchins, tchins" que sabem bem, porque são genuínos! Se não houver nada para beber, então que se batam as palmas, que se dê um abraço, o brinde será aquilo que nós queremos que ele seja, mas acima de tudo deve ser um gesto natural, é essa a sua magia! E sim, nos últimos dias, antes do cachopo se deitar fazemos vários "tchins, tchins" com água, porque todos dias são merecedores de comemorar as nossas vidas!...


TCHIM! TCHIM!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Viagem de Tapete Voador



Tomei coragem, sentei-me no tapete voador e lá fui eu. No início da viagem sentia um frio na barriga. Temia uma queda vertiginosa. Expectativas, medos e bloqueios atropelavam-se dentro de mim. Resolvi abrandar o ritmo da viagem para poder apreciar as vistas. Afinal só tinha a ganhar.
 É assim que recordo os dias que antecederam o curso da escrever, escrever que decidi fazer. A simpática recepção das pessoas que ali trabalham facilitaram o início da viagem. As matérias foram primorosamente abordadas e a discussão dos temas surgia naturalmente. Em todas as sessões, havia um momento que eu receava: o confronto com a folha de papel em branco. A verdade, é que consegui surpreender-me: o impulso de escrever era mais forte. Não era preciso muito tempo para que as palavras transbordassem para o papel, as ideias fervilhassem no meu pensamento e a emoção e o prazer da escrita comandassem o ritmo de enfrentar aquela folha imaculada. Na segunda sessão, já não olhei para o  desafio de escrita como um confronto, mas antes como um diálogo, um diálogo delicioso entre mim e as palavras que ali estava a escrever. Encarei este curso como um desafio, que ao longo das sessões se revelou uma extraordinária descoberta.
Aos apaixonados da escrita, aconselho, vivamente, a frequentarem um curso da escrever, escrever. Existem vários, direccionados para diferentes tipos de escrita.
O vento que temia enfrentar na viagem de tapete voador deu lugar a uma lufada de ar fresco, uma brisa que me trouxe boas ideias.
Aterrei com um brilhozinho nos olhos.

Obrigada.




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Rock Your World





Ligam-se as luzes, ouvem-se os primeiros acordes, uma estrutura alta começa a descer. A diva aparece em todo o seu esplendor. Os fumos tornam a chegada mais misteriosa. Só podia ser ela: Tina Turner!... Inevitavelmente no refrão junto-me a ela e é o êxtase: Big wheel keep on turning, Proud mary keep on burning, And we're rolling, rolling, Rolling on the river... Sem deixar a multidão acalmar chega a minha querida amiga Liza Minnelli. Começa serena, mas deixando adivinhar um fim deslumbrante. Mais uma vez, aproximo-me dela para o desfecho do tema: I'll make a brand new start of it, In oooold New Yoooork, If I can make it there, I'll make it anywhere, come on, come thoug, New York, New Yoooooooooork! O fôlego quase me falta mas seria impossível não acompanhar a poderosa Aretha Franklin em R-E-S-P-E-C-T, find out what it means to me, R-E-S-P-E-C-T, take care , TCB, Oh ( sock it to me, sock it to me) a little respect (sock it to me, sock it to me) Whoa, babe, just a little bit, a little respect... E de um momento para outro as luzes apagam-se e o silêncio torna-se alto. Acabei de chegar ao trabalho. Estacionei o carro e desliguei o rádio. Tudo não passou de um extraordinário momento em que dei largas à imaginação, saltei para o palco, para junto de três maravilhosas artistas  e em conjunto interpretámos temas cheios de garra. Saí do carro. As pessoas cruzavam-se comigo, enquanto me dirigia para o meu gabinete. Ninguém podia adivinhar o que tinha acontecido naquela viagem, que as divas tinham vindo comigo. "Lá ia a pacata Sónia...", mas na verdade sentia-me poderosa para enfrentar mais um dia de trabalho. Estava capaz de mudar o mundo. 

"Rock your world!"