segunda-feira, 25 de março de 2013

Lembretes


As MENSAGENS DA BOLAS DE SABÃO continuam por aí a flutuar e a espalhar a sua magia!... Não são simples postais para guardar numa gaveta. São LEMBRETES para o nosso dia-a-dia, são pequenos momentos de breves reflexões que devíamos ter diariamente, são espaços de tempo suspensos numa bola de sabão, são olhares sobre o nosso quotidiano. Partilhe e surpreenda os Amigos e Familiares com Bolas de Sabão:  
LEMBRE-SE DAS COISAS SIMPLES DA VIDA!...



 Valor de troca:
5 lembretes  
(15cm x 10cm) 
1 envelope colorido 
(exclusivo das Bolas de Sabão)
=
3€



ENCOMENDAS PARA: mensagens.bolasdesabao@gmail.com

E porque não dar um sabor especial 
a estes Lembretes e juntar-lhe uma 
Caixinha de Biscoitos Fantasia? 
Saiba mais sobre estas iguarias 
no blog Madame Xícaras  
http://www.madamexicaras.blogspot.pt/ 




DELICÍEM-SE COM 
AS COISAS SIMPLES DA VIDA!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Bem-Vinda Primavera!



Chegou a Primavera! Chegou a hora de sairmos da toca e vir cá para fora! É o momento de prepararmos o terreno, de semearmos os nossos desejos para os podermos colher durante o ano! Precisamos de ideias para darmos rumo à nossa vida! E sim, todos temos sonhos, por vezes achamos que não porque nos esquecemos de falar connosco e afinal havia tanto para semear e não sabíamos porque desconhecíamos  o caminho para chegar ao nosso baú interior. Se não sairmos de casa vamos continuar no Inverno. A Primavera é cá fora, abram as portas e as janelas e deixem a brisa da esperança entrar! Vamos celebrar!....

quarta-feira, 20 de março de 2013

Yôga e o Potencial Criativo




OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA & APRESENTAÇÃO DO PROJETO

Sábado dia 23 de Março entre as 16h00 e as 17h30 na Satya Sintra
...
Para mais informações contatar: yogacriativo@gmail.com
Uma parceria entre as autoras dos blogs 
BOLAS DE SABÃO e DHARMALUNA ♥



terça-feira, 19 de março de 2013

O Meu Pai




Se, assim de repente, me pedissem três palavras para definir  o meu pai, diria: PRONTO. CHÃO. SERENIDADE.
Um pai disponível, um pai sempre atento nos bastidores, pronto para entrar em cena se algo corre mal, para aplaudir as coisas boas das filhas e presente nos ensaios que nos preparam para a vida. É o meu chão, a minha base, o meu equilíbrio que me traz serenidade. Outro dia, apercebi-me de uma característica sua e que define tanto esta paz que o meu pai me transmite: um olhar tranquilo, um olhar que sabemos que nos está a ouvir. Quando converso com o meu pai sinto o olhar dele conectado ao meu discurso. Até eu acabar de dizer o que tenho para contar, o seu olhar não expressa emoção, vai acenando que sim, esboça um ou outro sorriso se for uma coisa boa e mantém-se sério se for algo menos bom, mas sem inibir o meu discurso, aliás, o seu olhar sereno permite que as minhas palavras sejam fluídas. Não está ali para me julgar, está a ouvir-me para de seguida me dar os seus conselhos sábios,  porque enquanto me ouviu colocou-se no meu lugar e isso faz dele um excelente ouvinte.
E se me pedissem mais uma palavra, mais uma que fosse, diria: SEMPRE, obrigada por estares SEMPRE aqui!...

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Lenço das Ranhetas



Os fins-de-semana em que os avós nos iam visitar ao Alentejo eram sempre espectaculares. Basicamente eram mais duas pessoas que chegavam para brincar comigo e com a mana. Às dez horas da manhã de sábado, já andávamos excitadíssimas a correr de janela em janela sempre que um carro se aproximava. " Inês, é agora, despacha-te! Eles já chegaram!" Corríamos para o carro para dar muitos beijos e abraços. Traziam-nos sempre uns minúsculos ratinhos de chocolate que tinham um sabor especial. Era um fim-de-semana em cheio: os avós estavam ali para ver os nossos espectáculos de variedades super completos. Cantorias, adivinhas, truques de magia, uma ou outra actuação da Tina Turner, e por aí fora. Um espectáculo que tinha tido público durante a semana, os nossos pais, mas que ao fim-de-semana com os avós era casa cheia, lotação esgotada!

Porém, quando chegávamos a domingo de manhã, depois de ajudarmos o avô a lavar o carro com a mangueira do jardim, eu e a mana entrávamos em stress: era o dia dos avós se irem embora e as despedidas tinham sempre muitas lágrimas, mesmo que no fim-de-semana seguinte voltássemos a estar juntos. 
Houve uma vez que, assim de repente, eu e a mana tivemos uma ideia mirabolante para boicotar a partida dos avós. Como raptar a avó Nini era capaz de dar um bocado nas vistas, fomos à mala dela e tirámos-lhe o lenço das ranhetas. Com um sorriso nervoso, fomos escondê-lo no nosso quarto atrás de um boneco que estava na escrivaninha. Chegara a hora da despedida. Com lágrimas nos olhos, demos um abraço e um beijo, mas havia uma esperança que eles voltassem atrás quando dessem pela falta do lenço. Fomos andar de bicicleta. Passados dez minutos, vimos ao fundo da rua o carro dos avós: "Viva!" O plano tinha dado certo. Agora era só dizer: "Em troca da avó devolvemos o lenço das ranhetas." Estacionaram. Corremos para eles com mais abraços, beijos e gargalhadas. Tínhamos conseguido. "Então, o que vos aconteceu?  Porque voltaram?" Perguntámos e rimos disfarçadamente uma para a outra.  "A vossa avó esqueceu-se dos comprimidos e tivemos que os vir buscar." disse o avô Zé.  "Ahhhhh... tá bem!..." dissemos nós. Passados cinco minutos arrancaram novamente. Desta vez, não ficámos muito tristes, afinal ainda tínhamos um trunfo: o lenço das ranhetas continuava sequestrado, eles ainda podiam voltar, ainda havia esperança!... 

Que saudades desta deliciosa ingenuidade...

quarta-feira, 6 de março de 2013

A Minha Janela, a Tua Janela



Olhares, maneiras de ver, perspectivas sobre o mundo, um mergulho na realidade, uma passagem para um mundo mágico. Assim são as janelas, pontos de partida, pontos de vista, viagens, ir e voltar sem sair do lugar. A janela é um ângulo de visão que nos confere uma opinião, é uma extensão do olhar que nos permite participar naquilo que observamos. Uma participação passiva? Sim, talvez, num primeiro momento. Mas pode tornar-se extremamente activa no nosso íntimo. Na maioria das vezes, a janela é apenas um ponto de partida para chegarmos a nós, um momento de contemplação que se transforma em reflexão, que nos leva à nossa gruta, que permite uma conversa interior, sobre medos, sonhos, aflições, emoções que se atropelam, uma viagem ao nosso inconsciente. Quando regressamos, continuamos ali, diante da janela, mas se prestarmos atenção conseguimos ver o nosso rosto reflectido no vidro. Tínhamos estado diante de nós o tempo todo e nem sequer nos apercebemos. Tantas vezes precisamos de conversar e nem damos conta de que há sempre alguém disponível, alguém com um sorriso sempre pronto: nós. Mudamos de janela. Outra realidade se apresenta e outra faceta nossa vamos conhecer. De um décimo andar, temos uma visão com distanciamento, de um primeiro andar um olhar mais próximo. Não deixam de ser duas perspectivas diferentes sobre a mesma realidade, distintas mas ambas necessárias. Pomos flores na janela, pintamos o caixilho, cuidamos dela, colocamos cortinas cheias de cor, sóbrias, opacas, translúcidas, maquilhamos o nosso olhar, pintamos o nosso estado de espírito e apresentamo-nos ao mundo. Através da janela, recebemos a luz do sol, a luz da lua e se a abrirmos, as potencialidades daquilo a que temos acesso aumentam: podemos beber da realidade, saborear os aromas que a brisa nos traz. Com a janela aberta a experiência do olhar torna-se mais intensa. Os cinco sentidos são ferramentas fundamentais para absorver cada pormenor que dará um sentido diferente à nossa perspectiva. A carícia que o vento nos faz quando nos toca na pele, os cheiros que inspiramos e nos fazem adivinhar sabores, os ruídos que ajudam a concretizar aquilo que observamos. Saio à rua. As janelas continuam lá. Mesmo numa rua deserta, elas continuam a ser poderosas. Sinto-me observada. Oiço sussurros. Posso não ver um rosto por detrás da janela, mas sei que ali já habitou um olhar, um olhar agora em silêncio, com uma história guardada, uma história contida, um grito evitado. Nas minhas fantasias, acho sempre que as janelas têm vida própria, como se todas as vivências que cada pessoa partilhou com a janela fizessem agora parte dela. Para mim, as janelas são contadoras de estórias. Quantas vezes abrimos mais do que uma janela para arejar a casa e somos invadidos por uma corrente de ar. Porque não dizer uma corrente de estórias que entram por ali a dentro e que nem sempre conseguimos digerir. A cada janela é preciso dar o seu tempo, o seu espaço, respeitá-la e dar-lhe a devida atenção, porque estórias minhas, tuas, nossas estão prestes a ser contadas.