O cachopo já tinha feito um ano e fomos a mais uma consulta de rotina. Cada vez a interacção entre a pediatra e o principezinho é mais difícil, mas lá vai colaborando dentro do possível. O momento alto desta consulta foi quando ainda estava todo nuzinho depois da médica ter estado a observar o seu corpinho e nos perguntou: "Ele já anda?", "Sim, já dá uns passinhos." Respondemos. "Então, deixem-me ver como ele assenta o pé." Colocámo-lo no chão ainda nu, exibindo o seu "corpanzil magricela". Como andar nunca foi o seu forte, mas sim correr, deu três passos muito desengonçados, agarrou-se à mão do pai e dirigiu-se para a porta, sem parar de andar, olhou para trás para a pediatra, levantou a mãozita e disse: "Adiu!" Tentando depois alcançar o mais rápido possível a maçaneta da porta. Enfim, podia ter simplesmente fugido, mas a boa educação nunca fez mal a ninguém. Aquele "adiu" não foi um mero adeus, foi dito no momento certo, com a entoação adequada, como se quisesse dizer: "Da minha parte está tudo, tenha um bom dia!" O estar nu é só um pormenor, mas um pormenor que faz toda a diferença para me rir sempre que me lembro deste delicioso momento.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
"Sabes mãe, tenho mesmo sorte..."
A história da bola de sabão de hoje já tem 24 anos e nunca rebentou. Guarda uma história linda que está envolvida num sorriso que a tem protegido ao longo de todo este tempo e assim vai continuar, pois a energia que abraça esta bola de sabão é grande de mais para a deixar escapar.
Tinha uns nove anos, estava no banho depois de um dia de praia com os meus pais e irmã.
"Mãe, já podes vir tirar o sabão da cabeça!" Naquela altura tinha o cabelo comprido e sedoso e para o manter assim precisava do tratamento especial da minha mãe. Lembro-me como se fosse hoje, com os olhos fechados para o sabão não ir para os olhos, enquanto a minha mãe me enxaguava o cabelo, disse esboçando um sorriso: "Sabes mãe, tenho mesmo sorte...", "Porquê?" perguntou-me. É que fui calhar mesmo na família que queria!.... Já viste? Podia ter calhado noutra família com outras pessoas.... Mas não, fui mesmo calhar nesta com os pais que queria, com a mana que queria, com os avós que queria!.... Não me imagino de outra maneira... Sou mesmo sortuda!..." A minha mãe sorriu... Guardo esse sorriso, um sorriso que sempre tem flutuado no meu pensamento. Um sorriso que hoje sei que tinha um brilho especial nos olhos, porque hoje sou mãe e acredito que sentir a gratidão de um filho de uma forma tão genuína é muito poderoso!...
Sentirmo-nos gratos pelas pessoas que nos rodeiam, envolve-nos com boas energias e devolve aos outros também essa magia.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Um Pai Natal Sui Generis
Não sei se alguma vez acreditei realmente que o Pai Natal existia, mas quero acreditar que sim, porque é uma história com magia, de um velhote com barbas brancas que se lembra dos meninos e lhes dá algo que é pago com sorrisos. Nos primeiros Natais da minha vida deitei-me sempre cedo. No dia seguinte, quando ia à sala onde estava a Árvore de Natal percebia que alguém tinha estado ali, e esse alguém só podia ter sido o Pai Natal. Os meus pais observavam-me sorridentes e eu sorria para eles: Como é que eles tinham conseguido o contacto do Pai Natal eu não sei, mas a verdade é que tinha corrido bem. Aos meus dois, três anos começou a existir a necessidade de ter a presença física do Pai Natal: "Oh mãe, só hoje... deixa-me ficar acordada para o ver, vá lá..." E então começou a voluntariar-se todos os anos uma pessoa para fazer de velhote das barbas brancas. Nesses Natais pensava que era alguém que se mascarava, por isso, comecei a estar sempre atenta para ver se ninguém se escapava. Mas estava tudo muito bem organizado e, de uma maneira ou de outra, lá alguém se vestia a rigor de Pai Natal e batia à porta. Até que, quando já tinha uns quatro anos aconteceu o inevitável: estava na hora de abrir os presentes e o Pai Natal ainda não tinha chegado. Eu e o meu primo olhávamos pela janela e nada: "Queres ver que o Pai Natal não deu com a morada..." Anos mais tarde fiquei a saber que naquele Natal se tinham esquecido de decidir quem seria o velhote das barbas brancas e portanto tiveram que improvisar, e que improvisação! Eis que aparece um homem magro, com o roupão vermelho da minha tia, algodão branco a fazer de barba, mas a deixar ver o bigode castanho por baixo e para rematar uma touca de banho às flores. Sem dúvida que o efeito surpresa correu bem, se calhar foi mesmo o ano que correu melhor. Os olhares dos adultos incidiram sobre mim e sobre o meu primo: será que este Pai Natal cumpria todos os requisitos?... Sorrimos os dois nervosamente. Eu, entredentes, sem tirar os olhos do Pai Natal, disse à minha mãe: "Mãe, não fiques triste mas o Pai Natal é o Nando..." Enfim... foi a queda de um mito, mas eu estava sobretudo triste pela minha mãe, estava preocupada com a forma como ela iria ultrapassar toda a situação!... Mas estava ali para lhe dar todo o meu apoio!...
Nesta quadra natalícia
Troquem sorrisos,
Ofereçam abraços,
Dêem beijos,
Partilhem palavras,
Espalhem magia!
Feliz Natal!...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A Janela das Manas
Sim, hoje resolvi inaugurar e abrir outra janela: a janela das manas. Há coisas que são só nossas e que vão permanecer com cada uma de nós, mas há outras que vou partilhar, porque merecem ser partilhadas, porque fazem parte de uma história linda, uma história contada de mão dada. Costumo dizer: se não fossemos irmãs, havíamo-nos de nos encontrar e ser melhores amigas. Simplesmente o Universo tornou tudo mais simples ao permitir que viéssemos da mesma barriga. Histórias para rir, outras para pensar e sorrir serão contadas nesta janela. Até breve!...
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Recrutar Personagens
Hoje vou partilhar com vocês um exercício que adoro fazer. Quando vou a um restaurante gosto de observar os diversos grupos sentados nas mesas vizinhas. "Tu és mas é cusca!" Não, não é cusquice, não estou ali para invadir a privacidade de ninguém, nem para me entranhar nas suas vidas, não!.... Limito-me a observar posturas, tentando adivinhar os seus parentescos. Numa primeira abordagem parece fácil: "Ora o casal de meia idade que se sentou agora são o pai e a mãe e os outros são os filhos que devem andar na universidade e vieram passar o fim-de-semana a casa. Humm, a forma como o rapaz olhou para a rapariga não é de irmãos... Ah!... Já sei, é o almoço de apresentação da namorada! Ou será ao contrário?... Vamos ver como é que a acção se desenrola. E senhora mais velhota que está na mesa, quem será? Deve ser a avó, sim, mas mãe da mãe ou do pai? E o avô? Será que já não há avô? E eis que chega um sr. velhote, vindo da casa de banho. Mas o avô não se sentou ao pé da avó, porquê? Estarão zangados?.... Ahhh... Não, não são um casal, são avós desencontrados..." Enfim é um bom exercício para "recrutar personagens" para as minhas histórias.
Pensamos que não, mas falamos muito com o corpo, com o modo como olhamos, com o sorriso ou não que damos, com a forma como nos sentamos e colocamos as mãos. Dizemos tanta coisa sem sabermos...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
As Mensagens das Bolas de Sabão
As MENSAGENS DAS BOLAS DE SABÃO
não são simples postais para guardar numa gaveta.
São LEMBRETES para o nosso dia-a-dia, são pequenos momentos de breves reflexões que deviamos ter diariamente, são espaços de tempo suspensos numa bola de sabão, são olhares sobre o nosso quotidiano. Partilhe com os Amigos e Familiares Bolas de Sabão este Natal: LEMBRE-SE DAS COISAS SIMPLES DA VIDA!...
Perfume os seus dias com
Mensagens das Bolas de Sabão!...
Emoções Fortes
logo pela manhã!...
Faça uma Pausa
para Saborear a Vida!...
Lembre-se das
Coisas Simples da Vida!...
Entrelace os seus dias com
Mensagens das Bolas de Sabão!...
Desembrulhe o Momento!...
Encomende as suas Bolas de Sabão:
mensagens.bolasdesabao@gmail.com
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
De Mão Dada com o Passado
Fizeram-me uma pergunta: "Imagina que estás na tua linha do tempo. Onde colocarias o teu passado?" A resposta mais natural e dada sem pensar seria: "o passado é lá atrás." Mas na verdade, não foi esta resposta que eu dei, pois não é isso que realmente sinto. Sou uma nostálgica e saudosista por natureza. Não vivo no passado, mas ele acompanha-me no meu dia-a-dia. Não está arrumado num baú, está ali ao meu lado, sempre disponível para eu mergulhar nele na busca de boas energias, para reviver momentos com uma grande carga emocional. Sinto que tenho uma enorme capacidade de viajar na minha linha do tempo e preciso disso é a minha área de conforto, a minha manta. Não vejo necessidade de o passado estar arrumado, porque o passado já foi presente, já foi uma mistura de emoções, já foi aqui e agora, já foi experiência e isso não se guarda numa gaveta, isso vive connosco, contribuiu para o que somos hoje e eu não estou arrumada numa prateleira, eu estou aqui , com o meu presente, o meu passado e o meu futuro!...
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